"Tudo visto e pesado, prós e contras, vem vem já. Estou farto de viver sem ti, espero apenas que me digas o dia, e que seja o mais próximo possível. Espero-te com todo o amor do mundo."
António Lobo Antunes, D'este viver aqui neste papel descripto
Happy. Happier then. Snug little room that was with the red wallpaper, Dockrell’s, one and ninepence a dozen. Milly’s tubbing night. American soap I bought: elderflower. Cosy smell of her bathwater. Funny she looked soaped all over. Shapely too. Now photography. Poor papa’s daguerreotype atelier he told me of. Hereditary tast.
Ulysses. Bodley Head, 1966. Página 196.
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
Sophia de Mello Breyner Andresen
«Morto buscava a Madalena a Cristo na sepultura, e a perseverança e amor com que insistiu em o buscar morto, foi causa de que o Senhor lhe enxugasse as lágrimas e se lhe mostrasse vivo. Grande exemplar temos entre mãos! Assim como a Madalena, cega de amor, chorava às portas da sepultura de Cristo, assim Portugal, sempre amante de seus reis, insistia ao sepulcro de el-rei D. Sebastião, chorando e suspirando por ele; e assim como a Madalena no mesmo tempo tinha a Cristo presente e vivo, e o via com seus olhos e lhe falava e não o conhecia, porque estava encoberto e disfarçado, assim Portugal tinha presente e vivo a el-rei nosso senhor, e o via e lhe falava e não conhecia. Porquê? - Não só porque estava, senão porque ele era o encoberto.»
| في الحُبّ البحريّْ أنا بَحْرُكِ، يا سَيِّدتي فلا تسألين عن تفاصيل الرحلةْ ووقْتِ الإقْلاع والوُصُولْ. كلُّ ما هو مطلوبٌ منكِ أن تنسَيْ غرائزَكِ البَرِيَّةْ وتُطيعني قوانينَ البحرْ... وتَخْترقيني كسمكةٍ مَجْنُونَةْ تَشْطُرُ السفينةَ إلى نِصْفَينْ.. والأُفُقَ إلى نِصْفَيْنْ.. وحياتي إلى نِصْفيْنْ..
| sobre o amor marinho sou o teu mar, senhora minha, Nizâr Qabbânî |

«Não sei porquê - noto-o subitamente - estou sozinho no escritório. Já, indefinidamente, o pressentira. Havia em qualquer aspecto da minha consciência de mim uma amplitude de alívio, um respirar mais fundo de pulmões diversos.»Bernardo Soares, Livro do Desassossego.