5.10.07

Kill the pain . X . Keep me tasking

[Bosch - São João Baptista no deserto]

why you keep me testing, keep me tasking
you keep on asking
(cantado por Massive Attack)

E depois o vento ardente morreu e eu abri os olhos e o velho de barbas negras estava ali. Levantou o braço direito e com a mão tomou o punho da espada. Depois puxou devagarinho. Assim. E o crânio chiou e o seu gemido era insuportável. Como se a espada lhe fosse um órgão e lha arrancassem à força. E quando a espada saiu foi como se nunca lá tivesse estado. Porque não havia sangue nem ferida. Onde antes tivera rasgão agora tinha uma boca. Com lábios e dentes. E dela escorria pasta negra de sangue podre. E eu desmaiei. O cheiro.

E depois acordei e o velho de barbas negras estava ali. Numa mão oferecia-me a espada e dizia. Tolle. Lege (1). E eu pus-me de pé e com a mão esquerda tomei a espada. Era fria como gelo. Percorria-lhe a lâmina negra uma escritura que não pude decifrar. Porque as letras saltavam e mudavam de lugar quando começava a custo a delas tirar sentido. E o velho dizia. Lege. Mas eu não podia. E deitei a espada ao chão e o estrondo foi maior que mil trovões. Fechei os olhos e depois não sei. Se dormi. Se morri.

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(1) Vt Augustinus. Sed non librum sed gladium ostendens. Nescio cur id faceret.

أغدا ألقاك

أم كلثم

أغدا ألقاك
يا خوف فؤادي من غد
يا لشوقي واحتراقي في انتظار الموعد
آه كم أخشى غدي هذا ، وأرجوه اقترابا
كنت استدنيه ، لكن ، هبته لما أهابا
وأهلّت فرحة القرب به حين استجابا
هكذا أحتمل العمر نعيما وعذابا
مهجة حرى وقلبا مسه الشوق فذابا
أغداً ألقاك؟
أنت يا جنة حبي واشتياقي وجنوني
أنت يا قبلة روحي وانطلاقي وشجوني
أغدا تشرق أضواؤك في ليل عيوني ؟
آه من فرحة أحلامي ، ومن خوف ظنوني
كم أناديك ، وفي لحني حنين ودعاء
يا رجائي أنا ، كم عذبني طول الرجاء
أنا لولا أنت لم أحفل بمن راح وجاء
أنا أحيا في غدي الآن بأحلام اللقاء
فأت، أو لا تأت أو فافعل بقلبي ما تشاء
هذه الدنيا كتاب أنت فيه الفكر
هذه الدنيا ليال أنت فيها العمر
هذه الدنيا عيون أنت فيه البصر
هذه الدنيا سماء أنت فيها القمر
فارحم القلب الذي يصبو إليك
فغدا تملكه بين يديك
وغدا تأتلق الجنة أنهارا وظلا
وغدا ننسى ، فلا نأسى على ماض تولى
وغدا نسمو فلا نعرف للغيب محلا
وغدا للحاضر الزاهر نحيا ليس إلا
قد يكون الغيب حلوا ، إنما الحاضر أحلى
أغدا ألقاك؟

الحرف : الهادي آدم
الصوت : كوكب الشرق

1.10.07

Kill the pain . IX . Carbunculus

[Andrea del Brescianino - Madona com menino Jesus e São João Baptista]

toy-like people make me boy-like
(cantado por Massive Attack)

E antes de cegar. Se ceguei. Já não sei. Porque a verdade é que o que agora é treva já antes. Mas não. Havia um homem. Um velho. De barbas negras. Longas. Pelos pés. Sem roupas. Só barbas. E uns olhos vermelhos de sangue. Ou de fogo. Chamas. Ou carvões. E a luz daqueles olhos era tão pesada. Mais do que. Quando a luz me inundou a cela. Pensei que cegava. Porque era tão tão. Sabes. Assim. Como quem olha para o Sol e lá deixa ficar os olhos. Ou mais forte. E depois apareceu aquele homem. Assim. vulto negro no meio da luz. E eu não via mais nada. Nem paredes. Nem porta. Só luz. E o homem. Como num sonho. Por isso. Não. E a boca era rasgada. Sem lábios. E dela saía uma espada (1). Negra como a barba que o cobria. E da ponta pingava sangue. Podre. Por causa do cheiro. E da cor. Não era vermelho. Pastoso. Negro. Petróleo. Mas era sangue. Porque eu sei. Como se a espada. Se lhe entrasse pela nuca. E lhe rasgasse a boca que não tinha e abanava em fúria. E a espada a cada esticão rasgava-lhe um pouco mais a boca. E espirrava-lhe o sangue e guinchava assim como ferro quente em água fria. E das ventas vento ardente. E eu tapava os olhos com as mãos para não cegar. E o vento ardia e abria caminho por entre os meus dedos. E as chamas entravam-me nos olhos e eu gritava de dor e ninguém me ouvia (2).

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(1) Υἱὸς ἀνθρώπου ut in Apocalipsi Iohannis. Sed hic de quo scribitur non hominis.
(2)
آخر الليل بتسمع اليعات

30.9.07

Kill the pain . VIII . Maridhtu

[Domenico Beccafumi - Virgem com menino Jesus e São João Baptista]

you light my ways through the club maze

we would struggle through the dub daze
(cantado por Massive Attack)

Enrolei-me em mim mesmo e não sei se dormi. Se vigilava (1). Se dormia (2). Se isto é sonho. Se é vigília. Se os tijolos. Os trinta e cinco. Se já os puseram. Um a um. E me deixaram aqui. Sem luz. Sem dor. Livre por fim (3). E se aquilo que eu vi. Se o vi se o sonhei.

Às vezes é como se enlouquecesse. Pois se eu sou são. Se fosse. Não sou (4).

Primeiro havia as trevas. E eu não via nada. E depois veio a luz. Assim tão. Assim como o Sol de manhã. Fria. E havia raios e estrondos. E não havia nem porta nem parede. Só luz. E depois fiquei cego.

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(1) Quia nesciebam diem neque horam.
(2) Habui somnum imaginem mortis.
(3) ان شــاء الله
مــرضــت (4

27.9.07

O chá

[Honthorst - Jovem bebendo]

by the light of dawn

a midnight blue ... day and night ...
I've been missing you

I've been thinking about you baby

almost makes me crazy

(cantado por Massive Attack)


Aqui. Toca aqui. No peito. Vês. Sentes. Dói. Por isso não falo. Ainda que os teus olhos me toquem. E me digam o que é o que foi o que tens. Não tenho não foi não é. E devia olhar-te e dizer-te que me custa levantar da cama de manhã. Porque dói tanto. E o dia não acaba. E se pudesse deitava-me e não voltava a. O resto da minha vida. Havia de se me colar ao corpo a cama. Faltam-me as forças. E cada dia que passa. Sabes. Quando o Sol nos martela a cabeça. E os segundos são dias. Não. Tu não sabes. Porque eu não falo. E agito a chávena devagarinho. Assim. Para não entornar o chá. Para te distrair os olhos. Tirá-los de mim. Noli me tangere. E se um dia.

24.9.07

The carnival is over

[Munch - Florescer doloroso]
"The Carnival is Over"
(Dead Can Dance)

Outside
The storm clouds gathering,
Moved silently along the dusty boulevard.
Where flowers turning crane their fragile necks
So they can in turn
Reach up and kiss the sky.

They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye
Someone is calling.

I remember when you held my hand
In the park we would play when the circus came to town.
Look! Over here.

Outside
The circus gathering
Moved silently along the rainswept boulevard.
The procession moved on the shouting is over
The fabulous freaks are leaving town.

They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye.
The carnival is over

We sat and watched
As the moon rose again
For the very first time.

20.9.07

Kill the pain . VII . Cold mirror

[Geertgen - Os ossos de São João Baptista]

I seen you go down to a cold mirror
it was never clearer in my era so
you lick a shine upon your forehead or
check it by the signs in the corridor

(cantado por Massive Attack)

Há quanto tempo. Uma semana. Duas. Ou mais. Um mês. Trinta dias. Trinta e cinco. Não interessa. Aqui o tempo não foge. E eu já não sei se isto é um sonho grande grande. Porque eu não vejo não ouço nada. Só negrume vazio. Como se já. E ainda não vi o meu tubarão. Pour faire mon requiem. Nem pedi que pusessem o primeiro tijolo. Porque se isto é um sonho. Então ontem. Se eu estiver a dormir. Se isto é um sonho grande sem fim. Então ontem era verdade. E aquela luz. E as chamas. E os. Não. Não. Ontem foi um sonho. Não. Foi. É. Tem de ser. Porque se não.

19.9.07

Noches muertas

[Jacques-Louis David - A morte de Séneca]

love kills, hey,
drills you through your heart

love kills, tears you right apart

it won't let go, it won't let go
love kills, yeah

(cantado por Freddie Mercury)


Ya lo ves. Noches muertas y días sin ganas. Y al alba ese dolor que duele tanto. Y allí me quedo. En silencio. De cara a la pared. Piensando en tí. Y en lo que podría haber sido. Y que no has querido tú. Hombre. A veces me parece que. Pero ya lo ves. No ha cambiado nada. Sigo aquí. Solo. No querías hacerme daño. Pero hombre. No sería peor que lo que estoy viviendo. Porque lo que me hizo daño. Sabes. Verdaderamente lo que me hizo daño. Lo que todavía me haz daño. Bueno. Ya lo sabes.

Fatal

[Bosch - Jardim das delícias terrenas]

Dizem?
Esquecem.
Não dizem?
Disseram.

Fazem?
Fatal.
Não fazem?
Igual.

Porquê
Esperar?
- Tudo é
Sonhar.

Fernando Pessoa

16.9.07

Kill the pain . VI . Kaputt

[Andrea Solari - Salomé com a cabeça de São João Baptista]

I turn a stone I'll find you there
into reflected light I'll stare

(cantado por Massive Attack)

Tubarão em cela escura. Si je vois un requin je fais mon requiem. Le mien. A sério. Se o vir passar à minha frente levanto-me e peço o primeiro tijolo. Se eu conseguisse ver alguma coisa. E quando os trinta e cinco tijolos. Sem luz sem ar sem dor sem. Agora ainda posso apalpar a parede achar a porta. Sair. Como se tudo não tivesse passado de um engano. Com licença eu estava enganado agora com licença sim sim vou-me embora espero que não lhe faça diferença com licença. Podia levantar-me. Sim. Ir embora. Esquecer esta loucura. Porque é verdade que dói dói tanto. E vem-me à boca o sabor a sangue. É o peito que me apertam e me esmagam. Alguma coisa se abriu lá dentro. E dói tanto dói tanto. E não vai parar não vai morrer. Já não é tempo. Já não é tempo de esperança. Nunc est tempus moriendi. O que é que me aconteceu. É que eu dantes acreditava. E nunca me passaria pela cabeça. Achava sempre que um dia passava. E sustinha-me. Que não havia coisa nenhuma definitiva. Que agora doía mas amanhã já não. Que cedo ou tarde alguma coisa. Mas esta dor é tanta e é tão grande.

Ontem tive um sonho. Foi o meu primeiro sonho desde que aqui cheguei. As noites têm sido brancas. Ou negras. Porque adormeço e não vejo. E acordo e está tudo negro. Às vezes penso se me terão cegado. Porque não vejo nada. Nem se estreitar os olhos e fizer força força. Vai ser assim quando puserem o último dos trinta e cinco tijolos. Será a fome. Ou a sede. Ou tudo. Porque agora ainda vou comendo e bebendo. Deve ser enquanto durmo que eles. Talvez abram a porta devagarinho. Assim. Para eu não ouvir nada. Depois acordo e ponho o nariz no ar e fungo como um rato. Chego-lhe pelo cheiro. Pão. Leite. E água. A água também cheira. A rã e a lodo. Quando eu chegava a casa cheio de lama. E a mãe gritava onde é que tu andaste. Num charco a apanhar rãs. Água grossa enjoativa. Depois nem isto. Deve ser a sede. Porque sem comer aguenta-se tanto tempo. Sem beber não. Talvez devesse repensar. Ou. Porque vejamos. A dor da sede e da fome. Alguns dias. Não mais. Posso aguentar. Sim. Pior do que a outra dor não será. E depois acabou tudo. Acabam-se as dores. Kaputt. Mas e se. Porque nada me garante. E talvez um dia. Aquilo que tanto me dói hoje. E que sempre doeu. Trinta e seis. Não. Já chega.

Foi um sonho bonito. Se foi um sonho. Porque às vezes já não sei onde estou. Nem quando. Nem se ainda. Mas agora estou tão cansado. Depois conto. Conto a quem. Com quem estou a falar. Louco. Só me faltava. Não. Primeiro a dor. Agora isto.

14.9.07

وَإِذَا الْقُبُورُ بُعْثَرَتْ

[Salma Arastu - Allah VI]

إِذَا السَّمَآءُ انفَطَرَتْ
وَإِذَا الكَْوَاكِبُ انتَثَرَتْ
وَإِذَا الْبِحَارُ فُجِّرَتْ
وَإِذَا الْقُبُورُ بُعْثَرَتْ
عَلِمَتْ نَفْسٌ مَّا قَدَّمَتْ وَأَخَرَت
Alcorão 82:1-5


'ida s-sm'â'u anfaTarat
wa-
'ida l-kwâkitu antatharat
wa-'ida l-bihâru fujjirat
wa-'ida l-qubûru buºtharat
ºalimat nafsun mma qaddamat wa-'ahrat

Quando o céu se estilhaçar,
e quando os planetas se espalharem,
e quando os mares se misturarem,
e quando as tumbas se abrirem
- toda a alma conhecerá o que avançou e o que atrasou.

13.9.07

Epitaphius quartus

P9120109
[Painel de azulejos do século XVIII - Convento da Graça (Torres Vedras)]

اضحك يضحك العالم معك وابك تبك وحدك
ri, e o mundo ri contigo; chora, e chorarás sozinho

Depois entornem-me vinho. Branco. Última bebedeira. Solitária. Debaixo da terra dura. Quae non leuis mihi erit. E não pensem mais em mim. Eu não estou. Nunca estive. Esqueçam-me. Enquanto baixo a cabeça. E espero o golpe. Porque eu também vos tenho esquecido. Ibo nunc in malam rem. Que a vida vos seja leve. Valete.

11.9.07

Francamente no recuerdo si esa noche nos suicidamos

«A. — Distraídos en razonar la inmortalidad, habíamos dejado que anocheciera sin encender la lámpara. No nos veíamos las caras. Con una indiferencia y una dulzura más convincentes que el fervor, la voz de Macedonio Fernández repetía que el alma es inmortal. Me aseguraba que la muerte del cuerpo es del todo insignificante y que morirse tiene que ser el hecho más nulo que puede sucederle a un hombre. Yo jugaba con la navaja de Macedonio; la abría y la cerraba. Un acordeón vecino despachaba infinitamente la Cumparsita, esa pamplina consternada que les gusta a muchas personas, porque les mintieron que es vieja... Yo le propuse a Macedonio que nos suicidáramos, para discutir sin estorbo.

Z (burlón). — Pero sospecho que al final no se resolvieron.

A (ya en plena mística). — Francamente no recuerdo si esa noche nos suicidamos.»

Jorge Luis Borges, Diálogo sobre un diálogo

10.9.07

All I loved I loved alone

[Caspar David Friedrich - Monge junto ao mar]

From childhood's hour I have not been
As others were — I have not seen
As others saw — I could not bring
My passions from a common spring —
From the same source I have not taken
My sorrow — I could not awaken
My heart to joy at the same tone —
And all I loved — I loved alone —
Then — in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life — was drawn
From every depth of good and ill
The mystery which binds me still —
From the torrent, or the fountain —
From the red cliff of the mountain —
From the sun that round me rolled
In its autumn tint of gold —
From the lightning in the sky
As it pass'd me flying by —
From the thunder and the storm —
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)

Of a demon in my view. —

Edgar Allan Poe, Alone

Kill the pain . V . Syllables

[Caravaggio - Salomé com a cabeça de São João Baptista]
you blind me with flash bulbs
and puzzle me with syllables
(cantado por Massive Attack)

Fechar os olhos. Já estava. Foi-se. A dor. Seria tão fácil. Mas não. Há sempre uma escolha. E o homúnculo não me largou os olhos enquanto eu não. Escolhi a parede. Porque veneno não. Muito rápido. E eu quero gozar cada momento. Sentir-me ir. Suportar a dor. Finalmente. Desprezá-la. Porque vai acabar. Tudo. E agora já nada tem importância. Sofrerei. Paciência. Não mais do que me tenho doído. Uma última fome. Assim seja. Não me importo. Porque só dói quando não se vê fim.

'Os tijolos serão colocados à razão de um por hora. A cada badalada. Trinta e cinco. Porque se o senhor se arrependesse. Não não. Eu sei que não. Mas é um pro forma. Sabe? Sabe. Eu sei que sabe latim. Já não há muitos. Período irreal. Se se arrependesse. Não. Não se arrependerá. Porque se puxou a corrente e fez soar a sineta. Se entrou. Se me seguiu até aqui. Tão decidido. Não se vai arrepender. Mas suponhamos. Se se arrependesse. Está a ver. Teria trinta e cinco horas para se arrepender. Mas não tem. Porque não se vai arrepender. Sabe? Quando colocarem o trigésimo quinto tijolo. Acabou-se. Até ao trigésimo quarto ainda poderia. Sabe? Dizer qualquer coisa. Que já não queria. Que tinha sido um engano. Que queria voltar àquela dor que lhe esmigalha o peito. Mas não quer. Sabe? Porque lá fora está frio. Tanto frio. E aqui não. Aqui não terá frio. Nem fome. Nem sede. Nem dor. Aqui encontrará o repouso que tanto procura. Requies aeterna. Sabe latim não sabe? Sabe. Requiem aeternam dona eis Domine.'

Depois calou-se e enfiou a cabeça numa manga imunda. Como se procurasse. Não sei. Qualquer coisa. Não me interessa já. Tirou a cabeça para fora e voltou a fungar à maneira dos ratos. Voltou-se para sair. Virou a cabeça uma última vez. E agora vejo-lhe os dentes brancos ardendo no escuro. Já não abafa o escárnio. E se eu me. Porque.

'Já viu o seu tubarão? Sabe que em francês se diz requin? Si vous voyez un requin faites votre requiem. Avez-vous vu votre requin? Pas encore? Chame quando o vir. Eu virei.'